quarta-feira, 25 de julho, 2012 - às 19:31 hrs.

Crítica | Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge







  

1x1.trans Crítica | Batman   O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Desde que o roteirista, diretor e produtor Christopher Nolan surgiu no universo cinematográfico com um tom mais realista e sombrio, transportando para às telas a humanidade e o realismo como base de uma história que seria uma nova trilogia contando a tragetória de Bruce Wayne até se tornar o Batman, muitos se questionaram se o Cavaleiro das Trevas ainda tinha alguma salvação nas telas de cinema após um derradeiro fracasso nas produções que o antecederam. Aclamados por milhões de fãs, eis que Nolan finalmente encerra o que se resume a uma conclusão épica de encher os olhos!

Em ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge’, os elementos característicos de seu diretor permanecem intactos. Inteligência, sagacidade, cenas de ação de tirar o fôlego, desenvolvimentos narrativos que não subestimam seu público e os faz pensar. Tudo isso conduz uma das aparições mais temidas pelo vingador mascarado de Gotham. A história se passa oito anos após ‘O Cavaleiro das Trevas’. A sombria Gotham City agora está em paz e prosperando, mas Bruce Wayne (Christian Bale) continua se recuperando fisica e emocionalmente das trágicas lutas com o Coringa e Harvey Dent. Batman, que assumiu a culpa pelos crimes de Harvey para que Gotham permanecesse inspirada pelo idealismo dos homens-da-lei, continua afastado. Enquanto os antigos aliados Alfred (Michael Caine) e Lucius Fox (Morgan Freeman) e o potencial interesse amoroso Miranda Tate (Marion Cotillard) tentam reanimar Bruce, uma grande ameaça à Gotham força o Batman a terminar seu exílio.

Uma das atuações mais esperadas do filme se dá pelo ótimo desempenho da carismática Anne Hathaway no papel de Selina Kyle, a fascinante Mulher-Gato. Impressionante do início ao fim, a atriz surpreende com a sensualidade desejada por sua personagem e que a torna um deleite a cada cena em que está presente. Ainda que não seja o foco principal, é difícil não se encantar pelas divertidas cenas que mostram Kyle cometendo delitos de forma brilhante e extremamente ardilosa.

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Já o poderoso vilão Bane, interpretado brilhantemente por Tom Hardy, tem todos os elementos que são úteis para que possamos realmente considerá-lo uma estrela em ascenção. Mesmo coberto por uma máscara, é possível sentir cada temor provocado por seus movimentos e expressões marcantes. E em algum momento da produção, será possível ver ainda mais do que pode ser considerado uma atuação primorosa, elemento quase que dominante em relação ao desempenho do majestoso Morgan Freeman, dando mais uma vez, todo o carisma e a peculiaridade de um Lucius Fox que se destacou com grandiosidade nas telas de cinema.

E em termos de grandiosidade, o filme realmente não se cansa em surpreender o público. Todos os diálogo entre os personagem é inteligente e altamente confiável. Prova disso é Michael Caine, que novamente mostra o quanto seu talento é digno de reconhecimento. Com personalidade indiscutível, seu Alfred Pennyworth já pode ser considerado o melhor de todos os atores já escalados para viver o fiel mordomo e principal figura paterna de Bruce Wayne.

Também em cena, Marion Cotillard surge como Miranda Tate, uma executiva da Wayne Enterprises que quer ajudar Bruce a continuar os esforços filantrópicos de seu pai para Gotham. No longa, a presença charmosa da atriz certamente dará um brilho especial à trama e deve surpreender os que se questionam sobre sua real importância na trama, assim como Joseph Gordon-Levittna pele de John Blake, oficial de polícia que encontra-se sob o comando do comissário Gordon, novamente abrilhantado pelo veterano Gary Oldman, que desta vez aparece menos mas nem por isso está pouco evidente.

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É provável que a ausência de Heath Ledger como o Coringa – que no filme anterior mostrou que não há fronteira entre lucidez e loucura e que um pequeno estímulo poderia fazer com que o ser-humano assumisse a condição de um assassino mesmo podendo optar em manter a consciência do que é certo e do que é errado – possa causar uma comparação em relação ao desempenho de Tom Hardy, o que não seria nada justo, visto que os dois personagens são completamente diferentes e singulares.

E para finalizar a trilogia, Nolan optou em descomplicar a estrutura dos filmes anteriores e dar ao último capítulo desta trama um objetivo bastante definido e preciso, sem contar no equilíbrio perfeito entre suspense – é criada uma grande expectativa em uma das cenas antológicas do filme onde um garoto canta o hino nacional dos Estados Unidos para uma aglomerado de pessoas que mal sabem o que lhes espera – emoção e humor. No mais, este pode ser considerado um filme de super-herói que se preocupa mais com o próprio comportamento heroico do que apenas com a ação por si só.

Outro ponto alto da produção é o som estrondoso das composições de Hans Zimmer que se tornam mais um espetáculo que faz toda a diferença. Quando exaltados pelo ótimo som do IMAX, é possível sentir cada efeito proporcionado por verdadeiros profissionais do som. As imagens gravadas com a tecnologia também chamam o espectador para dentro da tela sem a necessidade dos temidos óculos 3D. É tudo muito grandioso e de se tirar o chapéu.

Em relação as surpresas que os fãs podem esperar desta nova produção, é obrigatório que se fique longe dos temidos spoilers e elementos que possam revelar em demasia maiores detalhes sobre a trama. Caso o espectador se mantiver atualizado com os dois primeiros filmes da trilogia e evitar procurar saber mais do que deve, será uma experiência inesquecível e surpreendente que tornará esse filme uma das grandes aventuras que a magia das telas pôde proporcionar aos seus fãs espectadores.

Seguramente este filme vai surpreendê-lo. Utilizando todos os recursos mais modernos para transmitir a magia cinematográfica tão esperada, Nolan fez novamente, desta vez, melhor. Através desta trilogia, pudemos ser transportados para o mundo real do Batman. Fomos conduzidos a uma realidade reconhecível e contemporânea onde uma figura heróica se tornou extraordinária sem que não parecesse verdadeira. Unindo um roteiro excelente, uma direção impecável, qualidade de produção e atuações memoráveis, ‘The Dark Knight Rises’ é fenomenal em todos os sentidos e faz os outros filmes de super-heróis parecerem meros aprendizes diante de tamanha competência na história de uma identidade bem construída e que certamente jamais será esquecida.




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