segunda-feira, 19 de dezembro, 2011 - às 11:32 hrs.

Crítica | Noite de Ano Novo







  

1x1.trans Crítica | Noite de Ano Novo

É fato que ninguém vai ao cinema assistir a uma comédia romântica se não tem algum interesse pelo gênero. Ainda mais quando no longa estão reunidas grandes estrelas do mundo do entretenimento e do cinema. Mas será que oito tramas acontecendo paralelamente conseguem segurar um filme de menos de duas horas sem que tudo seja tratado muito superficialmente?

No filme, dirigido por Gary Marshall (Idas e Vindas do Amor), existe uma melhora no sentido das tramas. Ao contrário de seu antecessor, o longa consegue amarrar melhor as histórias e até surpreender com seu desenrolar final. Ainda assim, o longa como um todo, peca em histórias que se perdem dentro de um panorama superficial que tenta ser majestoso.

Tudo começa na noite mais esperada do ano para todo o mundo, aqui, especificamente para a cidade de Nova York. É então que vários personagens se enrolam em uma trama dramática que apontam para um destino iminente. São dois vizinhos que ficam presos no elevador do prédio e um deles, Ashton Kutcher (Two And A Half Men), desacredita na essência da data enquanto Lea Michele (Glee) precisa correr para um evento importante. Já Sarah Jessica Parker (Sex And The City) vive problemas com sua filha adolescente, vivida pela eterna Pequena Miss Sunshine, Abigail Breslin, que agora aparece com 15 anos e chega até a aparecer de sutiã em uma das cenas do filme. Há ainda, Robert De Niro interpretando um paciente em estado terminal, que está sendo cuidado pela sua enfermeira, Halle Berry.

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Nesse meio tempo, um roqueiro vivido pelo cantor Bon Jovi deseja reatar seu noivado com Katherine Heigl, protagonizando ao lado da atriz as cenas mais rasas e sem graça do filme. A real diversão desse núcleo fica por conta da excelente Sofia Vergara (Modern Family), que arranca boas risadas do público. Já Ingrid (Michelle Pfeiffer) faz uma proposta para Paul (Zac Efron), se o rapaz ajudá-la a realizar uma lista de coisas que ela precisa fazer antes que o ano termine, e de forma criativa, ele ganha convites para a maior festa de Ano Novo que ele tanto queria. Enquanto tudo isso acontece, Hilary Swank, a executiva do evento na Times Square corre contra o tempo para resolver um problema que pode comprometer seu emprego. Jessica Biel aparece como uma mãe que está prestes a dar à luz, mas quer segurar o filho apenas para faturar um prêmio em dinheiro que o hospital dá para os pais do primeiro bebê de 2012.

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Mas nem só de boas atuações e sentimentalismo se sustenta um filme. Seu apelo publicitário chega a ser desconcertante. Por se passar na Times Square, o diretor não deixa de exibir repetidamente diversos anúncios – bem marcantes, por sinal – de um merchandising descarado, que acaba encobrindo o real significado da virada do ano.

E se a mensagem do filme era criar uma reflexão ao redor do significado que tem a maior noite do mundo, encontra-se aí uma grande limitação no roteiro, na qual o evento é idealizado e glamurizado apenas por ser em Nova York, onde a famosa bola despenca do edifício número 1 da Times Square. É então que o filme tenta passar a mensagem do ‘despertar’, que é o significado da palavra que tanto usávamos – réveillon, mas acaba soando superficial e piegas, afinal, aquele elenco todo de artistas serviu pra que?




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