Fatal Frame 4: A Máscara do Eclipse Lunar [Review]

Fatal Frame 4: A Máscara do Eclipse Lunar

Fatal Frame é uma das séries de terror mais assustadora de todos os tempos do videogame. Seu narrativa, que normalmente possui elementos de amizade, amor e muita morte é o que torna o jogo em algo diferente. A experiência de jogar Fatal Frame vai muito além dos personagens psicóticos de Silent Hill e dos zumbis de ResidentE vil. Isso porque ela é a típica história de terror japonês. Quem viu The Ring no original vai perceber que ambas as obras possuem linguagem e estética parecidas. E agora com o quarto episódio, Fatal Frame chega a essa geração arrasando. E se você tiver problemas cardíacos, é melhor não começar a jogar.

Embora a Nintendo seja uma empresa que prefere jogos que toda a família possa jogar, ela decidiu mudar. Comprou os direitos de Fatal Frame e garaniu a exclusividade do quarto episódio da série para o Wii. Com o subtítulo de “Tsukihami no Kamen” (“A Máscara do Eclipse Lunar”), o game conta a história de Ruka, uma das cinco jovens envolvidas em um misterioso caso de seqüestro quando crianças, e que agora se vêem atraídas pela mesma ilha que lhes serviu de cativeiro no passado. O jogo será dirigido em conjunto por Shibata Makoto, que trabalho em outros capítulos da série, e por Goichi Suda, conhecido por Killer 7 e No More Heroes.

O game possui gráficos bons, nada de surpreender para quem está acostumado a ver os jogos de hoje. Fantasmas continuam no mesmo estilo de sempre e continuam assustando muito. O único problema do jogo, se é um problema, é o fato de não usarmos uma alavanca analógica para mover a lanterna e sim usar o controle sensível ao movimento do Wii. Isso parece uma excelente idéia, mas demora tanto para se acostumar que realmente dificulta a vida do jogador, principalmente aqueles maníacos que não conseguem ficar com o controle parado por muito tempo. A intenção desse manuseio do controle é para fazer com que o jogador simule o uso de uma lanterna real. Só é um pouco ruim na hora de enfrentar vários fantasmas. Atrapalha um pouco, embora o conceito seja interessante.

Lutar contra os fantasmas não é tarefa das mais fáceis, principalmente porque eles não se importam com paredes e tetos, eles atravessam mesmo. Por isso, você terá que treinar bastante suas técnicas de fotografia para não se tornar um fantasma também, já que você morrerá caso apanhe muito, assim como em qualquer jogo. A máquina Obscura pode ser melhorada a partir da compra de upgrades nos save points. Para comprar você usará os pontos conseguidos nas batalhas e escolherá a melhor forma de evoluir. Durante ojogo, você encontrará também rolos de filmes especiais que adicionam mais força aos seus flashes. Entretanto, eles têm limite e não são infinitos como o rolo padrão.

Ao terminar o game você pode conferir novos personagens jogáveis, novas mansões e missões desbloqueadas.

  • Lançamento: 31 de julho de 2008 (Japão) e fim de 2009 (EUA)
  • Desenvolvedora: Tecmo
  • Gênero: Survival Horror
  • Plataforma: Wii
  • Modo online: Não
  • Nota: 9
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