Pode parecer que Regiane Brunnquell, a Trip Girl que você vê esteja nestas páginas apenas pelos seus dotes encantadores. Mas sua presença também se explica pelo acaso. Regiane estava no lugar certo, na hora certa. No caso, em Floripa, num sábado típico de janeiro. Nesse dia, a catarinense quase não foi a Jurerê, praia em que estende a canga e seu corpo há 23 anos. Ela estava com uma amiga, no outro lado da ilha, e o destino programado era Canasvieiras. Mas a guria voltou atrás e seguiu sozinha para sua praia preferida.
Assim que se esticou na areia, foi convidada pela equipe da Francis Hydratta, que circulava por lá — e que ainda passaria pelo litoral das principais capitais —, para participar do concurso Bela da Praia Francis Hydratta, que selecionaria as belezas mais naturais do verão. Regiane topou ser clicada — não sem antes dar um mergulho e sair molhadinha para as lentes do fotógrafo. Sentiu que iria ganhar. Estava tão confiante que até o senhor sentado no guarda-sol ao lado deu a letra: “Estou na torcida, você vai vencer”. Dali, sua foto foi para o site do concurso disputar, com mais de 250 meninas, o posto de a mais bela da praia. Depois dos votos dos internautas, do júri da Francis Hydratta e da Trip, Regiane Brunnquell desbancou — com 1,57 metro de altura e 47 quilos — as outras quatro finalistas. Saiu como a Bela da Praia e, mais bela ainda, neste ensaio-prêmio, feito em Ilhabela, no litoral de São Paulo.
A catarinense sentiu na mesma medida a euforia de ter sido a escolhida e o gostinho doce da vingança. Colecionador de revistas masculinas, um antigo namorado babava nas curvas que não eram as dela. E Regiane não gostava nada. “Aquilo me irritava… Mas, ao mesmo tempo em que sentia ciúmes, tinha vontade de estar ali”, desabafa. Um belo dia soltou o verbo: “Ainda vou sair nessa revista — aí, quero ver a sua reação”. Dito e feito. A comemoração é maior quando lembra que, no último dia do mês, completa 24 anos. Presente em dose dupla.
Para ela, 2007 começou bem: realizou o sonho do ensaio, mudou de emprego — formada em administração, trabalha em uma seguradora — e em breve vai sair do apartamento onde mora sozinha para dividir uma casa com uma amiga em Floripa. Assim, vai ficar mais perto da amada praia. E, quem sabe, larga a preguiça e começa a se exercitar no calçadão à beira-mar. Academia já esteve nos planos, mas ficou por lá. Você não malha? “Não, é pura genética…” Ô, bênção.
Enfermeira, garçonete, bombeira, odalisca, noivinha…
A guria beijou aos 12, foi para a balada aos 14, perdeu a virgindade aos 16 — no mesmo lugar e momento em que a melhor amiga, creia (mas em andares diferentes). “Ele era muito feio! Usava óculos fundo de garrafa, aparelho, e eu toda bonequinha…” Desperdício. Foi bom? “Horrível. Não tem como dizer que primeira vez é boa.” Aos 18, deixou a casa dos pais e a companhia dos quatro irmãos para morar só e, em seguida, viveu quatro anos com um namorado. Regiane prefere homens mais velhos — melhor ainda se tiverem largos sorrisos e coxas grossas. Sempre teve amigos de mais idade e amadureceu muito rápido. Richard Gere e Antônio Fagundes a atraem. “Homem tem que proteger, ensinar, não tem essa de aprender junto”, ensina. Quando gosta de um cara, você vai atrás? “Não, nunca, de jeito nenhum. Fico só observando e vendo o que pode acontecer. Homem é um bicho fácil de lidar”, jura.
A menina gosta de domá-los. Vaidosa, aprendeu dança do ventre só para mostrar a um namorado. Homem de sorte, cada dia a encontrava em casa de um jeito: enfermeira, garçonete, bombeira, odalisca, noivinha… Ela tem todas essas fantasias e outras mais. Algumas já realizou, sem inibição: dentro do carro, em movimento, na hora do rush; na praia, atrás de uma pedra; e no provador de uma sex shop. Vale tudo entre quatro paredes? “Vale, com certeza”, afirma, em um sotaque deliciosamente cantado. “Mulher tem que ser dama lá fora. Entre quatro paredes não pode ter pudor, tem que confiar no seu taco e satisfazer o homem. Tem que ser pra valer. Senão, depois reclama que o homem vai buscar fora.” Os de Regiane nunca precisaram. Tanto que seus casos antigos a procuram até hoje. Nada como um revival… Solteiríssima, seu celular tem tocado com freqüência. “Atendo só quando quero”, afirma a guria, teimosa como boa taurina.
Deste ensaio em diante, quer que suas portas se abram para a TV. Tem como sonho um dia estar ao lado de Faustão, no quadro “Arquivo Confidencial”, aquele em que todo artista chora ao rever sua trajetória. A de Regiane, então, começa — feliz — por aqui.






























Um Comentário
um dia vou me casr com ela e seremos muito felizes…
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[...] nos lugares de Gabi Monteiro e Tânia Oliveira. Uma das novatas é Juliana Salimeni e a outra é Regiane Brunquell, apelidada de Sandy [...]