Melhor do Brasil, tri da Copa e único hepta nacional

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O Corinthians é tricampeão da Copa do Brasil. Maior vencedor entre os paulistas.

É também heptacampeão nacional. Maior vencedor entre os brasileiros na era CBF (desde 1979) ou na “era moderna” do nosso futebol (desde 1971, com a criação do Campeonato Brasileiro).

Em cinco finais, três vitórias. Coincidentemente, de sete em sete anos (1995, 2002 e 2009).

Nesta última final, teria que levar mais três gols para perder o título, sendo a mais tranquila de todas. Os gols de Jorge Henrique e André Santos mataram o Internacional no empate em 2 a 2.

Nem o tragicômico DVD produzido por Fernando Carvalho, figura que cada vez mais se assemelha a “euricos” e “petraglias” da vida, conseguiu desestabilizar os alvinegros.

À parte, ironias do destino. O mesmo D’Alessandro, que, em 2003, fez firula, catimba e provocou a expulsão de dois corintianos, foi protagonista de cena vexante no Beira-Rio, descontrolando-se e tumultuando o espetáculo. E as atitudes refletem a decadência do meia também com a bola nos pés.

Em campo, na decisão, o Corinthians foi soberano. André Santos desequilibrou, justificando a titularidade na seleção brasileira. Provavelmente de partida, dificilmente terá um substituto à altura, que ataque e defenda com tamanha eficiência.

Sobre outros jogadores, algumas estatísticas falam por si.

Jorge Henrique nunca perdeu jogando pelo Corinthians.

Ronaldo perdeu uma única vez.

Cristian perdeu duas.

Elias e Douglas perderam três cada.

A dupla William e Chicão ainda não perdeu este ano.

Felipe dispensa dados. Afinal, milagres nunca são explicados com matemática.

Depois da derrota para o Sport na final da Copa do Brasil de 2008, foram apenas três derrotas com o time titular.

À diretoria, coube a manutenção e a qualificação do elenco. Os principais jogadores foram mantidos (a zaga é a mesma há 18 meses) e reforços importantes chegaram aos poucos para dar o padrão de jogo à equipe.

E tudo isso sob a batuta de Mano Meneses, que soube encaixar peça por peça e, por fim, ajustar um time que joga praticamente com quatro alas, deixando Ronaldo à vontade para fazer gols, com volantes e laterais atacando de surpresa. Além disso, implantou táticas de marcação e saída de bola com eficiência acima dos padrões nacionais.

Essa foi a receita para ganhar tudo neste semestre Brasil. Para o resto deste ano e 2010, os corintianos esperam uma evolução natural, não apenas do time, mas do clube, que mostra sua força no retorno às glórias.

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