sábado, 27 de dezembro, 2008 - às 18:14 hrs.

Persona 4 para PS2 [Review]







  

1x1.trans Persona 4 para PS2 [Review]

No fim do ano passado a Atlus reinventou a série Persona, uma subsérie da já consagrada Shin Megami Tensei. Com suas dungeons nada convencionais e suas simulações de relacionamento, a série Persona se consagrou. Agora ela voltou com um capítulo novo que não só continua com a fórmula dos jogos anteriores como a melhora. Sua história de assassinatos misteriosos e personagens bem feitos mostram que (mais uma vez) o Playstation 2 não morreu. É o próprio Highlander.

Persona 4 começa com o personagem principal (que você batiza com o nome que quiser) sendo mandado para viver com o seu tio na vila de Inaba. Depois de vivenciar alguns problemas em se ajustar na escola devido a uma profesora medonha, você faz alguns amigos como Yosuke (um cara da cidade grande como você); Yukiko, a filha de uma família tradicional e dona da pousada local e Chie, uma garota doidaça obcecada com filmes de artes marciais. As coisas parecem estar indo bem, até uma manhã logo após sua chegada uma neblina (não natural, claro) passa pela vila e deixa um corpo pendurado de cabeça para baixo com um cabo de alta tensão. Com a polícia local sem conseguir determinar a causa da morte você percebe que é o único que pode terminar de vez com esses crimes. Por alguma razão, você possui a habilidade de viajar no “Midnight Channel” (um programa de Tv que diz que revela sua alma gêmea caso você olhe a TV ligada numa noite chuvosa) onde as vítimas são presas antes de encontrarem seu fim. Entretanto, é nessa hora que você deve agir para evitar de as pessoas morrerem.

É no “Midnight Channel, que você descobre o seu segundo poder, a habilidade de invocar a quarta persona (um reflexo do seu ser alinhado com uma das “major arcanas” do seu baralho de tarot). Com esse talento inato, você pode derrotar as sombras monstruosas que assombram o mundo da TV e ajudar seus amigos a enfrentarem suas próprias sombras interiores, os permitindo que libertem suas próprias personas. Juntos, vocês investigarão um série de dungenos criadas a partir das inseguranças ou dos medos mais obscuros de suas vitimas, que vão desde o mundano (um castelo para uma princesa esperar seu príncipe), passa retrô (um jogo da época 8 bit. Sério!) e vai até os destorcidos (uma sauna para homens onde há um jovem que ao está certo de sua sexualidade). Cada dungeon é gerada aleatoriamente, mas diferente da Tartarus, uma dungeons de mais de 200 andares de Persona 3, elas tendem a ter apenas alguns andares, tornando-as mais tranqüilas de se explorar.

Como seu predecessor, Persona 4 se passa durante um ano que você vive dia após dia, mas diferente dos jogos Shin MEgami Tensei, os grandes eventos não acontecem de acordo com as fases da lua. Ao invés disso, suas investigações no “Midnight Channel” são comandadas pelo tempo. As vezes alguém fica preso lá dentro e se você não regatar a pessoa a tempo a neblina retorna depois de um forte temporal. Ele ou ela morre, forçando você a começar de novo. O jogo não é só exploração de dungeons, porque você deve equilibrar sua vida secreta como um detetive sobrenatural e sua mera existência como um aluno do colegial. Amizades e amores precisam ser mantidos porque sua habilidade em criar personas é limitada pela força desses laços, chamados de conexões sociais. Passando mais tempo com seu amigo ou amor em alguns momentos hilários de minigames de se tocar (não leve essa frase a mal), você pode fortalecer suas conexões sociais, que são ligadas aos Arcanas como os personas. E você pose abrir novos poderes em seua aliados como a habilidade de se defender de um ataque mortal em combate. Além disso tudo, você precisa se preocupar também com sue próprio crescimento, seu personagem possui 5 atributos, que podem afetar tudo desde o quão bem você vai nos testes até se você tem coragem de chamar aquela garota gatinha para sair. Ainda bem que existem várias formas de aumentar essas habilidades como estudar na biblioteca, ler livros, ir a clubes escolares, ou até fazer uns estágios de meio expediente para ganhar uns trocados e aumentar os capital social. Ah! Não esqueça de prestar atenção na previsão do tempo (se chove ou não), porque seu tempo é curto.

Para quem gostou do sistema de batalha de Persona 3, ficará aliviado que tudo continua praticamente igual. Visualmente, Persona 4 possuie um bom número de similaridades com seu predecessor, incluindo o cenário realista e a excelente abertura, mas nem tudo são flores, pois existe muito reuso no jogo, muita coisa mesmo. A música é fortemente inspirada por J-rock e J-pop, então embora você tenha que ouvir a música de batalha umas zilhões de vezes durante o jogo, ela nunca cansa.

Shin MEgami Tensei: Persona 4 é uma excelente continuação que constrói uma fórmula de sucesso a partir de outra de sucesso. Com uma quantidade legal de NPCs para interagir, uma história intrigante que ao evoluir mostra toda a sua complexidade psicológica, fazendo com que tudo se pareça mais real, e um sistema de combate bacana, tenho certeza que vai te prender por um tempo. Mesmo que você seja um fã da série ou um marinheiro de primeira viagem, você vai gostar porque Persona 4 possui uma aventura que agrada a todos.

  • Produtora: Atlus
  • Ano: Dezembro de 2008
  • Gênero: RPG
  • Online: Não
  • Plataforma: Playstation 2
  • Nota: 8,5




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