Raio-x em aeroporto mostra pessoas ‘nuas’

Por Fábio Siqueira • 3.576 visualizações
sábado, 24 de fevereiro de 2007 • Atualizado em 30.10.08 às 19h51

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Aquele sonho da adolescência de muitos garotos acaba de se tornar realidade. Vai dizer que você nunca pensou em ter algum aparelhinho desses?

O aeroporto internacional Sky Harbor (Phoenix, EUA) iniciou testes com um polêmico sistema de raio-x que “elimina” as roupas dos passageiros e mostra o contorno de seus corpos. A novidade instalada nesta sexta-feira (23) será testada por 90 dias e tem como objetivo identificar armas, contrabando e explosivos presos junto ao corpo das pessoas que embarcam e desembarcam nesse aeroporto. Muitos críticos dessa tecnologia afirmam que ela é extremamente invasiva. Por isso, antes de começar a ser utilizada, a Administração de Segurança do Transporte (TSA, na sigla em inglês) fez modificações para que a imagem de humanos exibida na tela fosse parecida com um desenho (veja na foto acima). Durante os testes, a máquina será utilizada como uma alternativa aos sistemas tradicionais de raio-x. “É 100% voluntário. Se o passageiro não se sentir confortável, não terá de passar por esse detector”, afirmou Nico Melendez, porta-voz da TSA. Essa máquina produzida pela empresa American Science and Engineering custa cerca de US$ 100 mil. Caso queira participar dos testes com a novidade, o passageiro deve ficar em frente a uma unidade de raio-x do tamanho de um armário com as palmas das mãos para frente. Depois, a pessoa deve se virar para o scanner capturar mais imagens. Todo o procedimento leva cerca de um minuto. Barry Steinhardt, diretor de tecnologia da União Americana pela Liberdade Civil (Aclu, na sigla em inglês), é contra essa alternativa, já que as alterações feitas para preservar a privacidade dos passageiros tornam o equipamento ineficaz. “Quando mais obscura a imagem, mais fácil será carregar contrabandos, armas e explosivos”, disse à agência de notícias Associated Press. “Por outro lado, a imagem real mostra o corpo das pessoas. Milhões de americanos considerariam isso pornográfico.” O agente de segurança que fala com os passageiros não tem acesso às fotos, que são visualizadas por outro oficial — este último não tem contato visual com aqueles que passam pelo raio-x. Além disso, as imagens não podem ser armazenadas: “depois que o passageiro é liberado, essa imagem desaparece”, disse Melendez. Fonte: G1.com.br


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