Silent Hill: Homecoming

O novo capítulo da série de terror mais demoníaca do mundo está próximo de ser lançado. Ele está sendo desenvolvido pela The Collective e sairá para PS3 e Xbox 360 em novembro desse ano (2008).

O jogo foi anunciado na E3 de 2007 (a feira mais importantes de games do mundo, que acontece anualmente em Los Angeles- EUA). Na época ele era chamado de Silent Hill V, mas com o decorrer do tempo e com as atualizações de informações sobre o jogo, ele foi batizado de Homecoming.

A história é sobre um veterano de guerra (Alex Shepherd), que ao voltar para sua família vê que seu pai e seu irmão mais novo (Joshua) estão desaparecidos e sua mãe está em estado catatônico. Então, ele decide procurá-los. Suas investigações o leva a Silent Hill. Pelas imagens liberadas até agora, Alex chega à cidade de caminhão, será que pode ter pego carona com Travis, protagonista de Silent Hill Origins? Isso é apenas especulação, mas acho provável. Na cidade ele encontrará pessoas familiares a ele como uma amiga de escola chamada Elle (não se sabe se ela será jogável ou se será apenas uma coadjuvante como Maria em SH2).

Ao andar pela cidade e perder o campo de visão devido à densa neblina, Alex se perderá pelas ruas de Silent Hill atrás de seus familiares desaparecidos. E para complicar a situação ele terá que encarar a Silent Hill versão demoníaca 2008. Isso mesmo, até a versão demoníaca está diferente. Dessa vez houve uma inspiração no filme. Quando Alex passa para a realidade infernal, ele vê as paredes esfacelando, dando lugar à grades sujas de sangue e ferrugem; o chão torna-se deplorável e medonho; enfim, a troca de realidade acontece da mesma forma que no filme e não é intencional como em Origins.

Falando da realidade demoníaca, não podia esquecer de falar sobre os monstros. Eles estão muito bem detalhados, aproveitando bem o que o poder gráfico dessa geração é capaz. As enfermeiras estão de volta, prontas para arrancar o coro do soldado. Outro que faz sua aparição é o famoso Cabeça de pirâmide. Além desses conhecidos, aparecerão novos inimigos mais nojentos e deformados ainda que os anteriores. Uma criatura andrógena chamada “Siam”, um ser com aparência humanóide e um corte no meio da cabeça, chamado Schism”, e “Smog”, um monstro que lança veneno como o “sem braço” de SH2.

E como ele é um soldado, o sistema de batalha teve que ser melhorado, pois ele já tem a habilidade de combate treinada, até porque já lutou em algumas guerras. Ele possui uma mira melhor, mais firme, diferente dos outros protagonistas da série. Como nos outros games, Alex terá a possibilidade de utilizar facas de cozinha, machados, pés-de-cabra, e outras armas a mais. De posse de uma dessas armas, o jogador pressionará o L2 para que Alex mantenha segurada a arma e logo é só apertar X para um ataque mais leve ou apertar quadrado para um ataque mais forte. Essa divisão dos golpes permitirá uma série de combos, que serão ampliados de acordo com a arma usada, pois todas terão velocidades e forças diferentes. Outro ponto legal é o fato de o personagem poder esquivar-se como em Resident Evil 3: Nemesis (1999). Entretanto, os inimigos também terão essa habilidade.

Já que estamos falando de combate, os ferimentos aparecem em tempo real seja em Alex ou nos inimigos.

Os puzzels continuam firmes e fortes e serão tão complexos quanto os dos outros jogos. O trabalho de câmera continua excelente e assustador.

Um outro fator importante e inovador na série é o aumento da interatividade com o ambiente. Essa interatividade se dá através do toque do personagem com qualquer coisa ao seu redor. Ele esbarra em uma mesa com alguns papéis e canetas em cima, por exemplo, ela se mexerá de acordo com a força empregada na ação e tudo o que está em cima dela também. É o poder dessa geração. Ao fazer barulho, esbarrando em qualquer coisa os monstros irão em direção a Alex para atacá-lo.

Os gráficos estão muito bonitos. Os cenários e os personagens estão muito bem detalhados. Os tons de vermelho estão mais visíveis, a escuridão e a neblina estão mais incrementadas (por mais estranho que pareça ser). As texturas estão muito bonitas e bem trabalhadas, os efeitos de luz são bons, mas só vendo o game por mais tempo que veremos se está bom realmente.

A trilha sonora continuará a ser composta pelo grande músico Akira Yamaoka, compositor oficial da série desde o primeiro jogo. Na parte sonora não podemos dizer mais que isso, pois não foi revelado nada mais detalhado, já que ele não terminou de fazê-la. Em compensação haverá diversos finais que dependerão da forma de jogar da pessoa. E o que é mais legal, haverá o final UFO novamente, que foi esquecido no SH4: The room.

Agora é esperar para ver. Quem quiser um pouco mais de Silent Hill enquanto Homecoming não chega pode jogar o game para celular: Silent Hill: Orphanage. É bem interessante.

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Renan Barreto é estudante de Comunicação Social da Universidade Candido Mendes e colaborador da seção de games do Portaldasnoticias.com!

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